sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Emprego de -são, -ção, -ssão

 
No alfabeto da língua portuguesa, um único fonema pode ser representado por diferentes letras, enquanto fonemas diferentes podem ser escritos com a mesma letra. Tal fato pode ocasionar dúvidas na escrita de algumas palavras, sendo necessário seguir orientações ortográficas que auxiliam no emprego adequado de algumas letras. Exemplos: suspender - suspensão; reter - retenção; oprimir - opressão.
 
    Vamos analisar cada caso, então:
 
    -são
  • divertir - diversão
  • compreender - compreensão
    Observe que os substantivos correspondentes a esses verbos são grafados com s porque tais verbos contêm em seus radicais as letras -rt- e -nd-: divertir - diversão; compreender - compreensão. 
 
    -ção
  • deter - detenção
  • conter - contenção
  • reter - retenção
    Observe que os substantivos correspondentes a esses verbos são grafados com ç. Se o verbo for formado a partir do verbo ter, o substantivo correspondente será grafado com ç: deter - detenção; conter - contenção; reter - retenção.
    Nota: Há verbos que não pertencem a essa regra: adotar - adoção; construir - construção; destruir - destruição; exportar - exportação; etc.
 
    -ssão
  • ceder - cessão
  • agredir - agressão
  • exprimir - expressão
    Observe que os substantivos correspondentes a esses verbos são escrito com ss porque tais verbos contêm em seus radicais as sequências -ced-, -gred- e -prim-: ceder - cessão; agredir - agressão; exprimir - expressão.  
 
    Concluímos, então, que o som de s em substantivos que apresentam correlação com os verbos pode ser grafado de três maneiras: -são, -ção, -ssão.


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domingo, 13 de setembro de 2009

Ortografia

Conta-se que um centurião romano, antes de enfrentar uma terrível batalha, foi consultar uma cigana com a finalidade de que ela lhe dissesse o que lhe aconteceria. A resposta escrita da adivinha foi: Irás vencerás não voltarás.
O centurião interpretou que iria e venceria, mas morreria na batalha. Apesar de tudo, foi, porque a honra da batalha significava muito para ele. Aconteceu que a adivinha não havia pontuado corretamente a mensagem que dizia: Irás, vencerás não, voltarás.
Foi, não venceu e voltou com desonra, tudo por causa de algumas vírgulas.
Há tempos, o homem preocupa-se em representar visualmente os sons.
A ortografia é a parte da gramática que estuda a escrita correta das palavras, visando a padronizar essa forma de representação. Estabelece normas ortográficas (representação gráfica, emprego de iniciais maiúsculas, grafia de nomes próprios, abreviaturas, siglas, unidades de medida, hífen, acentuação, pontuação), a fim de facilitar a comunicação escrita entre os falantes de uma língua.
A competência para grafar as palavras de acordo com o padrão estabelecido está relacionada com a experiência que se possui com as palavras. Isso significa que a memorização de padrões escritos pressupõe leitura constante e consulta ao dicionário, ou melhor, a um bom dicionário, de forma habitual e sistemática, sempre que as dúvidas surgirem.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Galicismos

Palavras ou expressões de origem francesa são chamadas de galicismos.

Embora nosso vocabulário, basicamente, seja formado pelo latim, grego e pelo árabe, também sofreu, sofre e sofrerá influência de outras línguas. Aliás, fenômeno que ocorre com qualquer idioma.

É sabido que de todos os empréstimos, os galicismos e os anglicismos (vocábulos ou expressões de origem inglesa) são os mais comuns a figurar em nossa língua.

Faremos menção a uma expressão francesa que é grafada, sobretudo, em menus (aportuguesamento do francês menus, também galicismo, portanto): à la carte.
Infelizmente, se não bastasse a falta de domínio de sua própria língua, alguns se arriscam em outras.

A expressão mencionada é vista comumente com o a sem o acento grave, caracterizando transgressão da norma gramatical francesa. A preposição a, em francês, sempre receberá o acento gráfico (`).

Se o consulente tiver alguma dúvida quanto a essa grafia, escreva cardápio. Grafia mais acertada, uma vez que se está evitando o barbarismo léxico.

Já escrevi sobre isso aqui no JE. Basta conferir!